8 de março Dia da Mulher:dia de romper o silencio.

março 08, 2015

Todos os dias, milhares de mulheres são “cantadas” nas ruas do Brasil. E quando se fala em mulheres, também se inclui meninas, pré-adolescentes e adolescentes, que desde tão novas acostumam-se a viver um dos tipos de abuso mais comuns contra as mulheres. Levanta a mão que mulher nunca ouviu impropérios na rua, por nada mais, nada menos, que ser mulher e um homem achar que tem o direito de falar o que bem entende para uma.
Durante muito tempo, a maioria de nós, mulheres, achou – ou aceitou – tal situação como normal. Afinal, o que poderíamos fazer? Esbravejar para um aqui e para outro acolá e nossa voz se perder em meio a tantos outros que irão nos “cantar” lá na frente? Ou ter que se calar e engolir seco àquele insulto por medo de a agressão piorar?
Graças ao papel democrático da mídia – especialmente das redes sociais – e, infelizmente, pela publicizão cada dia maior de casos de meninas e mulheres abusadas nas situações mais absurdas, o silêncio de milhares de anos, aparentemente, começou a ser quebrado. Os passos são pequenos, mas relevantes. Já se vê movimentos de mulheres que denunciam as campanhas publicitárias machistas, que organizam movimentos em prol do empoderamento da mulher, que buscam ser o apoio que falta para quem já sofreu na pele algum tipo de violência e precisa de inspiração para recomeçar.
É verdade, que muito ainda precisa ser feito para que nós, mulheres, nos sintamos, de fato, protegidas em uma sociedade em que muitos ainda pensam que a forma como nos vestimos dá o direito de que um homem mexa conosco ou até nos ataque. Mas há de se convir que o primeiro passo foi dado. O assunto já está na mesa! Não se pode deixar o debate morrer. É preciso que o assunto discutido somente em instituições de políticas públicas e direitos humanos ganhe as pautas diárias do jornais, estampe os murais das redes sociais e que o processo de tomada de consciência de que a mulher não só DEVE, mas TEM que ser respeitada inicie-se desde já. Infelizmente, não podemos esperar que essa mudança ocorra do dia para a noite, até por se ter provas de por A + B, que somente a educação é que pode melhorar as práticas da sociedade. E sendo nós, mulheres, provedoras de famílias, é importante que esse processo inicie-se por nós. É preciso que eduquemos nossos filhos para não serem como os homens que um dia nos trataram como objeto ou eduquemos nossas filhas para não calarem diante de um insulto no caminho para a escola. É preciso que despertemos um novo olhar sobre o que é ser mulher, de que são seres fortes e não corroborar o papel de vulnerabilidade que ainda hoje é tão atrelado a nós. É preciso que a luta seja para o futuro, mas também seja presente. É preciso esfregar o assunto na cara da sociedade, causar desconforto, levar a reflexão e ganhar aliados. Só assim, conseguiremos chegar a um patamar em que não será mais normal assistir ao noticiário e saber de mais um caso de moça abusada em um ônibus. Só assim, em breve, a notícia será do abusador sendo preso porque quem estava ao redor também se sentiu desrespeitado com aquela cena e resolveu proteger e denunciar. É preciso sentir como nós sentimos!
É um absurdo mulheres serem abusadas diariamente quando tem gente por perto e ninguém aparecer para chamar atenção do abusador e ele, ao menos, sentir o constrangimento pelo seu ato. Nós sentimos medo. Eles, os abusadores, também precisam sentir. É preciso a sociedade entender que o normal é a mulher ser respeitada e que não é normal a mulher ser molestada por causa da roupa que ela usava em local público.
Todos os anos, nessa mesma data, distribuem flores, chocolates e presentes para nós. Presentes que maquiam o real objetivo do 8 de março. Presentes que tiram do foco a verdadeira reflexão do Dia Internacional da Mulher. Mas é hora de escolhermos o que queremos nesse 8 de março. É hora de pedirmos que reflitam com a gente e que entendam o quanto nós queremos e merecemos RESPEITO.
Reflita!

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